sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Distrito 9: extratos




Minha missão nesse blog não é fazer crítica de cinema, na verdade não tem missão nenhuma, mas como não posto nada há muito tempo, vou transcrever aqui trecho de uma conversa filosófica sobre o filme Distrito 9.


“Kissú: Neste último fim de semana assisti a um filme que me lembrou você. O “Distrito 9”, achei muito legal e recomendo.


Leo: Agora fiquei curioso, será que tenho alguma coisa a ver com o Wikus Van De Merwe ou com algum "Camarão"??? huahauhauahau.


Kissu: Ahhh, eu lembrei de você quando assisti ao filme pq pensei em quantas discussões filosóficas ele geraria... só isso.


Leo: Assisti Distrito 9, na sexta-feira, estou com o hábito de ir ao cinema pelo menos uma vez por semana, está me fazendo muito bem. E realmente adorei D9, foi o terceiro melhor filme que vi no cinema esse ano, só senti algumas pequenas inconsistências no roteiro, como por exemplo, se os aliens eram tão mais fortes e com uma tecnologia tão mais avançada e não empreenderam uma dominação da raça humana, para eles seria fácil, vide que com apenas duas armas deles eles detonaram a sede da MNU!


Kissú: Quanto a "não-dominação" da Terra pelos alienígenas de "Distrito 9", não vejo como inconsistência, eles parecem pacíficos, e é notório que a capacidade intelectual do Christopher Johnson é mais alta que dos demais, e também tem aquilo que é dito no filme que os tripulantes da nave mais parecem operários, e mais, era apenas a tripulação de uma nave sem contato com o planeta natal contra a Terra inteira... se eu fosse um deles também ficaria pianinho... Enfim, é a minha opinião.


Leo: Seu entendimento é muito acertado Carol, lembro até mesmo que quando mostram pela primeira vez os aliens eles estão bem raquíticos e assustados, realmente eles são pacíficos ao ponto de serem explorados pela fela-da-putagem humana. Você está certa, não é uma inconsistência.”


Enfim, como disse meu amigo Leo, eu estou certa (viu Tiago, eu estou sempre certa), o filme é massa (pra quem gosta de ficção científica, ação e não ficar reparando que o que é mostrado na tela é descrito naquele formato de documentário, no estilo Teletubbies) e eu sou fã do ET Chirstopher, pq ele é brother e usa um colete vermelho (isso te lembra alguma coisa, ham???). Como falei isso não é critica nem nada, apenas uma sugestão. Mas talvez vocês odeiem.


Beijos, meliga!!!


Kissú

terça-feira, 11 de agosto de 2009

No sense at all 2!!!

video

Mostrando novamente meus dotes artísticos...

Apresentação no bangalô da AABB, Festa Havaiana da DIMPE! Como o Fernando tirou todos os outros vídeos do YouTube, resolvi publicar o vídeo remanescente aqui, por segurança !!!

Prometo voltar em breve,

Beijos da Kissú!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Luto

Sempre achei a morte algo muito natural. Mesmo tendo perdido algumas pessoas queridas, a maior dor era a da saudade. Talvez essa reação “indiferente” à morte seja por que ela nunca tinha passado tão perto de mim. Eu lembro quando o primeiro ente querido morreu e eu já conseguia compreender, foi minha bisavó, só que eu não entendia bem o que era aquilo tudo, mas chorei, pois sabia que não a teria mais por perto. Quando foi a vez do meu bisavô e xará, vô Calu, de Carolino, eu pensei que aquilo tudo fosse conseqüência natural da velhice, pois tinha sido assim com minha bisa também. Desde então nunca mais chorei diante dela, a tão temida morte.
Mas quando a morte leva alguém que é uma parte de você, alguém que te deu vida, aí sim, a gente sente, e sente fundo, como se um pedaço de você morresse junto. Mesmo com todos os caminhos opostos, tanta distância e desencontros, a gente sente muito e vem uma dor tão cortante e profunda, e não sabemos nem como agir.
Assim me sinto agora, ferida, abatida, triste. E depois da dúvida de que não existiam mais lágrimas, elas vieram, e foram muitas, e penso que virão muitas outras, até a dor se afogar num rio de silenciosas lágrimas, aquelas que vêm de dentro da alma e não dos olhos.
Hoje perdi uma parte de mim, e assino não como Kissú, mas do jeito que o senhor me disse que queria que eu assinasse. Hoje sou Caroline Lopes Durce Martinoff, e de algum jeito sempre serei.

domingo, 3 de maio de 2009

Surpresa!!!


Grande reinauguração ainda esse mês!!!

Eu sei que estou em dívida com todos aqueles que acham que desenho mal, que sou "psica", o que se divertem com as tosquisses que acontecem no meu dia-a-dia e os que pensam que sou uma péssima dançarina!

Eu voltarei..... Uhauhaha!! (risinho macabro)

... e prometo muitas novidades!

Beijos eternos e supremos da Kissú!

domingo, 26 de outubro de 2008

Stanislaw Lem


Como quer você se comunicar com o oceano, se não é capaz de compreender a si mesmo."
[Solaris, Stanislaw Lem]


Hoje estava lendo um artigo sobre Stanislaw Lem, um dos autores de ficção científica que mais gosto, selecionei um trecho de um entrevista dada por ele em 2000. Sem mais delongas, segue:


“ – Vale a pena sonhar mas sob a condição que nossos desejos nunca virem realidade, pois, de perto até os mais belos sonhos tornam-se monstruosos.

– Sobretudo os mais belos. Por exemplo, o sonho de que não fiquemos doentes. Quantos homens maravilhosos sacrificaram a vida para que tal sonho se realizasse? E quanto conseguimos a caminho de sua realização? A maioria das doenças que durante séculos devastava a humanidade, hoje em dia não existem mais. Isso é maravilhoso. Mas continuaremos achando isso tão maravilhoso quando, graças à medicina, seremos 15 bilhões na terra? Duvido que algum dia possamos mandar a sobra para Marte ou para uma galáxia vizinha. E será que poderemos nos agüentar quando seremos 30 bilhões? Mesmo se conseguirmos nos alimentar? Será que não nos mataremos mutuamente amputamos 90 por cento da agressividade que temos? Ora, não é por acaso que o livro de Le Bon “A psicologia das multidões” e que foi publicado há mais de cem anos vive hoje em dia um grande renascimento. Somos apenas uns seis bilhões e já é difícil nos suportarmos. Não é por acaso que mais soldados são formados hoje em dia para dominar multidões do que para lutar no front. Pois, na maioria dos países civilizados, uma multidão – de torcedores, de desempregados, de inimigos da globalização – apresenta uma ameaça maior do que o exército do vizinho. Quanto maior for a multidão, mais irresponsável é o comportamento das pessoas. Mas as multidões crescerão. Os nossos instintos coletivos tornam-se cada vez mais perigosos. E a humanidade continua reproduzindo-se sem pensar. Você imagina como será o mundo da metade do século XXI, quando seremos por volta de dez bilhões? Você pode viver até lá. Eu não o invejo. Nem a seus filhos.

– De fato, estes são desafios crescentes, mas será que você – antes o entusiasta do futuro – quer dizer, hoje, que não valeu a pena? Que estragamos este mundo? Que sonhando irracionalmente e realizando os sonhos irrefletidamente, em vez de construir um céu na terra, construímos um inferno?

– Mas isso ninguém sabe. Afinal, não temos comparação com um mundo alternativo. Em geral é difícil julgar algo cuja alternativa nos é desconhecida. Sobretudo porque não conhecemos e nem imaginamos o final. O que parece bom freqüentemente resulta em mau isso que consideramos mau freqüentemente resulta bom a longo prazo. Se o fim do mundo fosse hoje, poderíamos tentar fazer algum balanço. Mas, como não conhecemos a data do Último Julgamento, todas conclusões seriam falsas. Sabemos apenas que o que conseguimos sempre dramaticamente perde em valor e que, quando conseguimos uma coisa, sempre inventamos outros objetivos. Quando eliminamos um problema, em seu lugar aparecem sempre cinco outros. É fácil subir em um tigre, mas como descer? Nós subimos em um demônio tecnológico e ele agora faz conosco o que quer, mas se tentarmos descer, ele nos devora. Os demônios tecnológicos que desencadeamos agora nos assustam à noite. Nos assustam com a invasão tecnológica em nós mesmos, em nossos corpos, em nosso cérebro. Antes, isso parecia atraente, hoje é assustador. Pois sempre é mais agradável apenas sonhar com algo. Sonhar é inofensivo, pois significa o futuro, e o futuro não dói. Fomos míopes. Quarenta anos atrás, parecia-nos que esses demônios ainda estavam muito, muito longe, e eles estavam bem perto. Talvez deveríamos nos lembrar da antiga verdade de que não existe nenhum “helicitómetro” ou aparelho que meça a felicidade. Do estado de felicidade provocado pelas batatinhas fritas que comia quando trabalhava como obreiro numa oficina alemã me lembro até hoje, e agora as batatinhas fritas não me impressionam mais nada. O homem já é feito de modo que a nossa maior felicidade está “entre a mão estendida e a fruta...”

Felicidade pra mim não é algo explicado por conceitos dados em uma busca do Google, mas também não sei bem o é....

Ah... sei lá,

Beijos da Kissú!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

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Droga, a inspiração não vem...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Coração Cansado

Faz muito tempo que não consigo escrever algo engraçado, vai ver gastei a minha alegria com coisas que não valiam a pena.
A gente vai crescendo e percebe que está sozinho, que as pessoas não são inerentemente boas e que o mundo é muito muito feio, nada é tão colorido como foi em outros dias. A felicidade se esgota, gasta, e eu sinto ter despendido a minha com coisas vãs. Não quero dizer que toda minha alegria foi em vão, mas que existem coisas que não valem o esforço.
A fraqueza e o cansaço uma hora chegam, eles já tomaram conta de mim, e eu já não consigo lutar pelas coisas em que acredito, digo, coisas em que um dia acreditei. Meu instinto protetor já não é tão feroz, já não tenho garra ou vontades latentes. Tudo o que sinto é essa letargia.
Não gostaria que isso acontecesse, mas meus dias são apenas dias, minhas semanas sucessões de dias, não há mais nada de especial por que lutar. Eu só queria dizer o quanto estou decepcionada com o que é o homem, decepcionada especialmente com o que eu sou.
Só espero que este estado melancólico não afete todo meu ser, que eu possa novamente me apaixonar pela vida e voltar a acreditar.